Início

Caminhos do Cinema Português

Imagem indisponível.
A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema tem data marcada para a última semana de novembro: 23 de novembro a 1 de dezembro. As Fusões no Cinema, em São João da Madeira, são o mote para o arranque do festival. No dia 24, no TAGV, tem início a competição cinematográfica da “Selecção Caminhos” que integra registos que vão do documental “O Turno do Dia” (Pedro Florêncio), ao cinema fantástico, chegando aos “Caminhos Magnétykos” (Edgar Pêra). Nesta 24º edição, os Caminhos continuam a afirmar-se com uma montra real de todo o cinema português. Trazem, em ante-estreia comercial ao grande público, obras tão diversas como “Até que o Porno nos Separe” (Jorge Pelicano) ou mesmo “Amantes na Fronteira” (Atsushi Funahashi). Há ainda espaço para a mais recente cinematografia nacional – “Pedro e Inês” (António Ferreira), “A Árvore” (André Gil Mata) ou a animação “O Agouro” (David Doutel, Vasco Sá) que abrilhantarão as telas da cidade. Os Caminhos apresentam-se anualmente, em Coimbra, como um festival generalista: premiando tanto os filmes nos seus mais variados géneros, como as intervenções técnico-artísticas, conferindo o reconhecimento público à especialização das profissões cinematográficas. É também uma plataforma para os Prémios da Federação Internacional de Cineclubes, de Imprensa CISION e da segunda categoria competitiva: a “Seleção Ensaios”, que coloca a par-e-par as academias nacionais e internacionais. A vigésima quarta edição vem (com)provar a vivacidade da cinematografia nacional numa edição em que recebemos 326 propostas nacionais num total de 726. Destas, foram programadas 167 – 21,92% de aceitação – com 99 obras nacionais presentes nas duas secções competitivas: Caminhos e Ensaios, bem como numa nova secção paralela – ‘Outros Olhares’. Esta edição é ainda reveladora do espírito de cooperação dos nossos cineastas com o universo de língua portuguesa, através do significativo número de co-produções em competição. Os Caminhos são ainda um espaço de formação do Cinema Português. Apresentam, nesta edição, um curso modular de cinema com 31 módulos, num total de 460 horas, propondo-se a ensinar num plano prático como se materializa uma ideia num filme. Numa perspectiva mais académica há ainda o Simpósio “Fusões no Cinema”, co-organizado com a Uni­dade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem da Universidade Aberta, e as MasterSessions, conjunto de mesas-redondas, co-organizado com o LIPA – Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra. A Programação Completa pode ser consultada em https://www.caminhos.info/programa-geral-2018/
Centro de Estudos Cinematográficos AAC
28 Outubro 2018

Close Up - OBSERVATÓRIO DE CINEMA - CASA DAS ARTES DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

Close-up é um tipo de plano cinematográfico que aproxima a observação, mas é também um filme incontornável na história do Cinema (de Abbas Kiarostami, 1990), que servirá de epígrafe deste Observatório: na colisão entre o documentário e a ficção, entre o real e o simulacro, emergem as potencialidades humanistas do Cinema: um homem envolve-se com uma família passando-se por um realizador, é julgado por esse delito, mas é perdoado, redimido pelo cinema de Kiarostami. Edifica-se, então, um Observatório de Cinema, com vigência estendida ao longo de todo o ano e com uma Mostra, ponto alto e intenso da programação, que na 3.ª edição decorrerá entre os dias 13 e 20 de Outubro. Procurando inovar no formato, para lá da ideia conceptual de Festival, pretende-se, tal como a designação Observatório deseja evocar, um contínuo e detalhado olhar sobre a produção do Cinema do presente, antecipando as mutações que o futuro trará, nas suas relações com as outras artes, o mundo académico e a comunidade, atribuindo protagonismo a sessões comentadas que se estendem por todo o programa. A história do Cinema estará no cerne da programação do Observatório, sustentada no legado da linguagem das imagens em movimento: da arqueologia das imagens fantasmáticas do virar do séc. XX, até ao universo digital e da multiplicação de ecrãs do séc. XXI.
Cineclube de Joane
13 Outubro 2018

FPCC distribui filmes da realizadora Maria Augusta Ramos para Cineclubes

A Federação Portuguesa de Cineclubes divulga os filmes da realizadora Maria Augusta Ramos, onde se inclui "O Processo". Sinopses dos filmes da realizadora Maria Augusta Ramos disponibilizados à FPCC IMDB: https://www.imdb.com/name/nm1512437/ 2018 O Processo (Documentary) – Festival de Berlim, Prémio do público de Indielisboa O documentário mostra a crise política que afeta o Brasil desde 2013 sem nenhum tipo de abordagem direta, como entrevistas ou intervenções. Acompanhe imagens das votações e discussões que determinaram a destituição da presidente Dilma Rousseff. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Z3rHUGdOXUs IMDB: https://www.imdb.com/title/tt7665476/?ref_=nm_flmg_dr_1 2015 Futuro Junho (Documentary) Semanas antes da Copa do Mundo 2014, quatro trabalhadores em São Paulo são seguidos pela câmara clínica e rigorosa de Maria Augusta Ramos. Entre situações profissionais e momentos de intimidade, esses personagens da vida real expõem utopias e desilusões ao enfrentarem os desafios da maior metrópole do país. O filme detém-se na pluralidade de vivências urbanas e nos paradoxos e contradições típicos da sociedade brasileira. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=nnl-03eshqA IMDB: https://www.imdb.com/title/tt5103280/?ref_=nm_flmg_dr_3 2013 Morro dos Prazeres (Documentary) Em 2011, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) entraram em diferentes favelas do Rio de Janeiro para diminuir a criminalidade. Este documentário visita o Morro dos Prazeres e retrata a convivência na comunidade. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=aJDRCWzj5ag IMDB: https://www.imdb.com/title/tt3310894/?ref_=nm_flmg_dr_4 2007 Juízo (Documentary) A trajetória de jovens pobres com menos de 18 anos de idade diante da lei, entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=OAIUgmMZq1s IMDB: https://www.imdb.com/title/tt1438492/?ref_=nm_flmg_dr_6 2004 Justiça (Documentary) – 9 prémios internacionais O filme tem como cenário salas de audiências no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mostrando as pessoas que ali trabalham, como promotores, defensores públicos e juízes; e aquelas que estão apenas de passagem, como os réus e seus familiares. A câmara é utilizada como um instrumento que enxerga o teatro social, as estruturas de poder, ou seja, aquilo que, em geral, nos é invisível. O desenho da sala, os corredores do fórum, a disposição das pessoas, o discurso, os códigos, as posturas. O documentário aborda também a questão da criminalização da parcela mais pobre e menos instruída da sociedade e a situação do sistema carcerário. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=i1H_xsALHkg IMDB: https://www.imdb.com/title/tt0397491/?ref_=nm_flmg_dr_7
FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes
13 Outubro 2018

Nova Direcção da FPCC

António Costa Valente é agora o novo presidente da Federação Portuguesa de Cineclubes (FPCC). Professor universitário e produtor de cerca de uma centena de filmes, tem igualmente uma intensa actividade associativa nas áreas das artes e sobretudo do cinema, liderando há vários anos o Cine Clube de Avanca. Aglutinando o forte movimento cineclubista português, responsável por alguns dos mais significativos projectos, momentos e desenvolvimentos da cinefilia e da política do cinema no nosso País, a FPCC – fundada em 1978 – esteve quase sempre na primeira linha do combate da politica cultural nacional. Num primeiro momento, alicerçada no histórico das lutas políticas contra a ditadura e a censura que marcaram grande parte dos seus associados fundadores, a FPCC soube sempre encontrar pontos de equilíbrio entre associados, permitindo trabalho comum, a realização de grandes eventos e um constante debate interno onde o cinema tem sido o motor de olhar a sociedade pelos caminhos da criatividade, da memória e de um amplo colchão cultural a que a cinefilia sempre parece recorrer. Tendo sido os cineclubes a grande escola de quase toda a geração do chamado “Novo Cinema Português”, continua a ser no seu seio que hoje se continua a cultivar boa parte da visão do cinema independente dos novos cineastas que estão a trazer continuamente distinções para o nosso País. A nova direcção entretanto eleita, surge após um tempo de uma vivência difícil, procurando responder aos cineclubes que do norte ao sul do País tomam pontos comuns de trabalho e procuram construir uma nova estratégia globalizante para o cineclubismo. É neste contexto que se integra o facto de serem os cineclubes que comumentemente são considerados os maiores divulgadores e exibidores do cinema português. O Cine Clube de Avanca, que já esporadicamente tinha participado em diversos órgãos de gestão, assume pela primeira vez a presidência da direcção desta estrutura federativa. Nos novos Corpos Gerentes estão dirigentes de cineclubes de Abrantes, Amarante, Barreiro, Coimbra, Famalicão, Faro, Guimarães, Tomar, Torres Novas, para além de Avanca, numa abrangência nacional de associados que programam maioritariamente salas icónicas de cinema que se espalham por cidades de todo o continente e ilhas. Notícia na Rádio Vila Nova - https://www.rvn.pt/2018/05/costa-valente-e-o-novo-presidente-da-federacao-portuguesa-de-cineclubes/
FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes
13 Outubro 2018